terça-feira, 19 de abril de 2016

Carlos Moura, cantor e compositor alagoano.


Começou a carreira em Maceió, nos anos 1970,  tocando em matinês com o grupo "Os bárbaros". Mais tarde, integrou o grupo "Vento", no qual passou a compor e cantar suas próprias canções. Em 1980, mudou- se para o Rio de Janeiro e iniciou carreira solo, com forte influência regional, gravando o LP "Reviravolta", do qual se destacou a canção "Minha Sereia". Em 1983, lançou, pelo selo Lança, o LP "Água de Cheiro", no qual gravou as músicas "Cometa Mambembe", "Embolada", "Rota", "Estelar", "Rubi na luz quente", "O trio elétrico e a multidão", "Asa delta", "Água de cheiro", "Brilho e Grandeza", "Mal" e "Choro Matuto". Em 1987, gravou, pelo selo Recarey, seu quarto disco de carreira, "Uma Noite No Café Nice", no qual constaram as músicas "Autumn leaves", "My away
New York, New York", "My melancholic baby", "Chá com torradas", "Adios", "Besame Mucho","Esta tarde vi llover", "Olha", "Pede a ela", "Nada mais", "Meu bem querer", "Vitoriosa" e "Chora coração". Durante a carreira, realizou apresentações em programas de televisão como Som Brasil e Fantástico (TV Globo); Empório Brasileiro (BAND); e Jô Soares Onze e Meia (SBT). Também apresentou-se ao lado de figuras como Dominguinhos, Genival Lacerda, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo. Nos anos 1990, fez uma série de shows pelo Canadá.

Discografia

    * (1987) Uma Noite No Café Nice - Recarey - LP
    * (1983) Água de Cheiro - Lança - LP
    * (1982) Rosa De Sol - LP
    * (1980) Reviravolta - LP


Fonte: O Nordeste

Clipe: "Água de Cheiro" - Carlos Moura
  

 






quinta-feira, 7 de abril de 2016

João Nogueira, um pouco de sua história.



Filho do advogado e músico João Batista Nogueira e irmão da também compositora, Gisa Nogueira, cedo tomou contato com o mundo musical. Logo aprendeu a tocar violão e a compor em parceria com a irmã.
Com apenas 17 anos, já era diretor de um bloco carnavalesco no bairro carioca do Méier. Nesta época, a gravadora Copacabana gravou sua composição Espera, ó nega, que João cantou acompanhado pelo conjunto depois chamado Nosso Samba. Em 1970, Elizeth Cardoso ouviu a gravação de sua composição Corrente de aço e resolveu regravá-la.
Em 1971, teve obras suas gravadas por Clara Nunes (Meu lema) e Eliana Pittman (Das duzentas pra lá). Como esta música defendia a ampliação do mar territorial do Brasil para 200 milhas, medida adotada pelo regime militar, João sofreu patrulha ideológica.
Ainda em 1971, João passou a integrar a ala de compositores da Portela, sua escola de coração, onde venceu um concurso interno com o samba Sonho de Bamba. Mais tarde fez parte do grupo dissidente que saíu da Portela para fundar a Tradição. Fundou também o bloco “Clube do Samba”, que ajudou a revitalizar o carnaval de rua carioca.
Em mais de quatro décadas de atividade, João gravou 18 discos. Teve vários parceiros, mas o mais importante foi certamente Paulo César Pinheiro.
Quando morreu, vitimado por um enfarte, em 2000, João organizava um espetáculo numa grande casa noturna de São Paulo, e que resultaria no lançamento de uma gravação ao vivo.
Com sua morte, vários colegas se juntaram para apresentar, nas mesmas datas e no mesmo local, um espetáculo em sua homenagem. Participaram Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Sombrinha, Emílio Santiago, Carlinhos Vergueiro e a família de João: o sobrinho Didu, o filho Diogo e a irmã e parceira Gisa. O show foi gravado para o disco João Nogueira, Através do Espelho.

Fonte: DNA Discoteca Nacional

Clipe: "Poder da Criação" - João Nogueira